E o malandro faz a pose, gira um braço num gingado e cresce/ Tira do bolso o kanivete, faz a prece, molha os lábios e tece/Na kara do outro kara, uma kortada, uma brecha larga./E o pobre kamarada kom a kara retalhada agonyza/E na avenida passa karro, passa gente, enfim a polycya(som de sirenes)/Que olha, vê carteira e chama perícia/ Que examina e se certyfyka que o cidadão era ladrão./É enterrado sem honrarias/Ninguém da família/Pois família não tinha/Mas na porta do cemitério/ Um moço, tipo mistério/Deixou um kravo amarelo/Era o malandro Silvério/Que foi dar o seu adeus/E mandá-lo pro inferno.
Escrito por Paulo de Tharso às 01h47
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