Eu assim serei esquecido. Fikarei ali, no meio da areia movediça, naquele pântano do abandono. Bem, pedra movediça não kria bolor. Plus de soleil! Só chuva fina, cuja intermitência, proporciona um trégua. Vou para o A.A . Tenho que ir. Vou morrer em um banheiro sujo qualquer, de uma rodoviária qualquer. Sem poesia, riso ou ombro amigo. Gosto de kachaça na boka e algum sangue no nariz. Eu assim serei esquecido.
Escrito por Paulo de Tharso às 09h35
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