ET ELLE NOUS A QUITTÉ. C´EST MA TRISTESSE À MOI
Sinto na minha cabeça o giro da Terra. Países, pessoas, bichos e plantas giram dentro de mim. Centrifugo ânsia, raiva, amor, tristeza e vou pelos ares. Mas trôpego, no máximo, alcanço o balcão de um bar e bebo qualquer coisa para anestesiar a dor, difícil de explicar. Depois, levanto-me mil vezes e sigo para o abstrato. Bate pancadas no interior do meu crânio. Agulhas enfiadas em toda consciência do meu corpo. Sou comboio que parte de encontro ao muro do perigo. Barco bêbado direto para as pedras do cais. Bólido guiado pela loucura de todo universo perdido, lançado aos precipícios abaixo. Até o fundo do meu coração. Não se preocupem não. Aprendi a acender um cigarro sem queimar meu pulmão. Geraldo Vandré me ensinou a canção e a nossa menina Marisa conhecia o refrão.
Escrito por Paulo de Tharso às 13h24
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IMAGINAR
FUI EDUCADO PELA IMAGINAÇÃO
SEMPRE VIAGEI APERTANDO SUA MÃO
ESCREVI, CANTEI, AMEI E ODIEI
USANDO DO SEU BORDÃO
SALTO POR CIMA DO TEMPO
CAVALGADA POR CIMA DO MAR
GRANADA EXPLODIDA
CAVALGADA EXPLOSIVA, IMAGINAR
IMAGINEI TANTO E DE TANTO IMAGINAR
EU PERDI MEU TEMPO
TENTANDO UM TEMPO IMAGINADO ALCANÇAR
Escrito por Paulo de Tharso às 10h18
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