ERRO
Quando me dou conta de que existo, penso ser um erro saber disso.
Num lapso de consciência das minhas ilusões,
Espectros de outro mundo sopram canções em meus ouvidos.
Se acordo, levanto cedo.
Isso também me parece um erro.
Porque carrego, iludido, meu ser comigo.
Sob o azul um vento vindo do sul me tira o sono, a razão, a alegria e o abrigo.
Isso ? Ora...são planos desfeitos em pepel.
Isso? Por ora, são notas de uma futura velha-nova canção.
As agora, não têm nenhuma importância.
Abraço meu violão.
Eu canto.
Eu pranto.
Eu sangro.
Não, isso não é depressão.
É desencanto.
Escrito por Paulo de Tharso às 18h52
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