BOM PRA TRAPO
O dia choveu
Contudo, a manhã nasceu azul
Eu estava triste e ela gemeu
Sim, é bom poder tokar um instrumento.
O dia choveu
Eu sempre acordo triste
E o céu, posso tocá-lo com os dedos
O sol oprime
A penumbra da chuva tem classe
Como o sorriso de Fernanda D´Umbra
Que ilumina mais que o sol
Este me deprime
É, sou susceptível às variações da luz
Por isso não tenho classe.
Às favas com isso também
Tenho muito sono mas desaprendi a dormir
E isso, me esfalfa o cérebro.
Eu só queria o sossego do lar que a gente ama por não tê-lo.
Estou sem kaza,
Sem karinhos,
Sem afetos,
Sem filhos que não me darão netos.
Névoas, chuvas, escuros, isso tenho em mim.
A menina que trabalhava na doceria tinha uma boca bonita.
A polpa da fruta que ela comia, eu lambia em seus lábios.
Quando foi isso?
Não sei... esqueci.
O dia choveu
Contudo, a manhã esteve azul.
Escrito por Paulo de Tharso às 17h02
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