Salvem o Félix


 

 COMEÇOU A GIRA.

 Agora é a hora da porrada! 80 horas de fogo kruzado na praça. Estou em dois tiroteios. Fazendo "Charutos" de Sérgio Mello, direção de Nelson Peres, Cesana e eu na pankadaria! Amanhã, dia 13, Zeza Mota e eu em " Be bop" de Jarbas Capusso" Direção de Marcos Loureiro. Vou bater texto! 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 10h08
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MENINA

(múzyka nova da nossa banda Boêmios Errantes ) FEITA PRO BORTOLOTTO CANTAR

Quando o sol for embora,

meu amor, eu vou cair fora.

Porque, hoje eu vou pra rua

e na noite,

prosear com a lua

Depois vou beber o mar,

jogar bilhar, conversa fora

Se der azar, quebro a cara e o bar

Mas quando o sol pintar, eu vou voltar.

Quando o dia apontar,

eu vou chegar cheio de cansaço

Vou estar um bagaço,

cair em teus braços

Mas eu, vou te dar um trato.

Te colocar de quatro

Te dar um banho de gato

Te encher de carne e dedos,

te fazer gemer.

E quando, eu não mais agüentar

Você vai me ninar, menina

Ninar, menina...



Escrito por Paulo de Tharso às 11h55
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 DESENCANTADO

Todos temos um grande cansaço em sermos tanta coisa!

Eu, por exemplo, sou sempre retardatário no horário da vida

E para a hora da felicidade.

Sem noite serena, sem lindo luar,

Sem nehuma sereia bailando no mar.

Deus...Que fiz eu da vida?

Por amor de Deus, parem com isso dentro da minha cabeça!

Ter deveres, ter que estar lá...

Odeio o sol, que doura as casas dos réprobos.

Esse mesmo sol que cega os olhos da criança faminta

Vagando pela rua, cheirando cola, éter e benzina,

Enquanto jogamos purpurina televisiva para remediar.

Vagar pela noite é meu ofício. E meu trabalho é regressar à liberdade.

Deprimido? Eu? Não, não sou!

Sou desencantado. Apenas isso!

Também trago muito cansaço de ter de ser tanta coisa.

Por amor de Deus, parem com isso dentro da minha cabeça!

Que está colada ao corpo e longe do coração. 



Escrito por Paulo de Tharso às 13h40
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INSÔNIA INSANA INSÂNIA

Não poder dormir e ulular para lua

Sob o céu destroçado, escarro sangue escuro

Acabo comigo, com isto e com tudo

Causa, efeito de ser

Idéias vãs, vazias e frias

Imaginação dum momento

Ilusão de criança

Indolentemente embriagada

Do perfume de uma flor

Morta.  



Escrito por Paulo de Tharso às 09h16
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 NÓS, OS CHINESES.

A vida é uma guerra civil em cada esquina desse país.

Nós, chineses, sabemos disso.

Nós, chineses, matamos o inimigo e enviamos as balas para sua família pagar a pólvora,

que nós, os chineses, inventamos.

Em cada esquina desse país continental, inventamos a morte contínua.

Je vis le mélodrame où mon amour a pleuré.

São folhas secas no chão que caem irregularmente.

É o outono no outono que é tão irregular

Quanto o inverno que vem depois fatalmente.

E só há um caminho para vida,

Que fabrica morte em cada esquina desse país.

Nós chineses, chamamos de paciência.



Escrito por Paulo de Tharso às 11h01
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 Katedral da Fé

É tão irreal, tanto mal, tanto mal assim

Tão irreal quanto você dizer que precisa de mim

Então é normal, eu dizer que o mal deu a luz ao breu

Que brota do medo, que cresce que medra e que nunca tem fim.

De costas pra deus

De frente pro kaos

Num degrau

Da katedral da fé

Veja com que facilidade o rio caudaloso

Destrói as estradas, submerge as casas e afoga o povo

Com a mão indolente, o fogo terrível toma com graça

Labaredas lambendo com gosto, o rosto do poderoso

De costas pra Deus...

Numa noite fria, escura nessa terra crua

Cada um leva o copo, a cruz e a morte que é sua

Também os amores, as dores cultivados em vidas

Tudo, tudo coberto por sete palmos de terra batida

De costas pra Deus

De frente pro Kaos

Num degrau

Da katedral da fé.

 

Essa é a letra de uma de minhas músicas, que nossa banda " Boêmios Errantes" deverá tocar nesta sexta-feira, 28/09 no Joint.

Como diz o pai do Fábio Brum; o nome da banda é um senhor pleonasmo, não?"

 



Escrito por Paulo de Tharso às 13h21
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                                   Eu só precisava de um telefone

 

__ Boa-tarde , seu Jorge. Será que eu pos...

__ Hein? O que você quer? É proibido vendedor aqui no prédio, viu?

__ Não, não, seu Jorge! Eu sou o seu vizinho! Moro aqui ao lado, ta lembrado?

__ Ah, Você é o cabeludo, né? O que você quer?

__ Olha...é que eu preciso telefonar...

__ Ah, o telefone. Foi bom você chegar. Entra, pode entrar. Cuidado com a gaiola do Arquibald.

    

   Entrei com cuidado, esquivando-me da gaiola vazia, com a portinhola aberta, que estava no chão. O apartamento do velhinho tinha um cheiro azedo misturado com lavanda. Cheirava a mofo-abandono, mofo-foto-amarela. Paredes

mofentas, carpete mofo, xaxins cobertos de mofungos.

 

   Ele, encouraçado em seu pijama mijado, com os pés nus enfiados em pantufos de lã esgarçada, fechou a porta e a trancou como se, lá fora existisse um inimigo mortal pronto para atacar. Virando-se para mim, apontando uma velha poltrona feita de veludo cor-de-sangue, pediu que nela eu me sentasse.

 

__ Obrigado, eu disse. O senhor sabe, eu só preciso...

__ Eu sei, eu sei! Não se preocupe, tudo se arranja. É só um contratempo. Não poderão nos encontrar aqui, certo? Eu sabia que você não me esqueceria! Ora, veja como as coisas são: Marula desapareceu! Nem uma carta, nem um telegrama.

 

   Eu, sentado na poltrona, ouvia o velho falar sem entender nada, sem conseguir mover um músculo do corpo ou do rosto.

    Fiquei lá, tentando compreender o incompreensível verbo que aquela boca desdentada balbuciava, confundindo minha cabeça atormentada. Eu precisava falar com Belfort. O telefone ao alcance da mão, diante dos meus olhos. Era só pegar e seguir dizendo: “sei...é claro...ãhã...” mas não o fiz

Fiquei olhando o velho. Fiquei olhando, por sobre os seus ombros arcados, as fotos amarelas pregadas nas paredes mofentas, onde jovens, em preto e branco, posavam com camisas de seus uniformes de um time de futebol, cujas cores só ele saberia dizer. Ou não mais. Fotos de soldados, garotos armados com fuzis e baionetas, cujos nomes,  virtudes e fraquezas, só ele conhecia, ou não mais. Fotos da família que, certamente, o esquecera.

 

   Porque velhice é essa merda mesmo, eu pensava. É esse abandono, essa solidão, é esse descaso. A gente finge que velho não existe, não respira, não sofre, não fala coisa com coisa, não pensa, não ama. Velho só perturba, dá trabalho, resmunga, tem incontinência urinária. Velho é um saco!

Esqueci da polícia, do Belfort e de tudo, porque tudo podia esperar. O telefone estava ao meu lado, era fácil. O velho sim, não podia esperar....

 

__ Ah...., eles pisotearam os canteiros de flores de minha mãe. Uma maldade sem fim...Mas diga: foi o Marula que te mandou? Como ele está?

__ Bem, muito bem. Mas o senhor sabe como é, ele ainda não pode vir, mas pediu que eu o avisasse que está tudo bem e logo ele estará aqui.

__ Ah...esse Getúlio é um ditador! Mas o Lot vem aí e JK é um homem de visão! O problema é que o Jango acredita nos militares...eu estou muito cansado, sabe?

__ Claro__eu disse__ levantando-me da cadeira e segurando o velho. Vou coloca-lo na cama, seu Jorge.

 

    Coloquei-o na cama e o cobri com a colcha.

__ Descanse, seu Jorge. Está tudo bem.

__ Fique atento que  o Marula pode chegar. Se chegar, me chame.

 

    O velho virou-se de lado e dormiu. Ao sair do seu quarto, quase tropecei em sua comadre e seu penico cheio de mijo, que esvaziei na privada. Fechei a porta do quarto e fui direto ao telefone. Precisava falar com Belfort. Ao tirar o fone do gancho , descobri que o telefone não funcionava.

Não praguejei, não senti raiva, não nada. Olhei as fotos na parede, sorri em meu pensamento e saí levando no coração uma tristeza conformada que jamais saberei explicar.

 

 Trecho do meu livro "O Dia de Santa Bárbara"

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 13h24
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Desenho de Kitagawa

SUBURBANO KORAÇÃO

Eles chegaram muito cansados.

Beberam um resto de conhaque vagabundo e se olharam tristes.

O dia dela tinha sido uma verdadeira tragédia.

Ao sair do trem, tinha sido roubada.

Carteira, com o salário do trabalho de faxineira, RG, CIC, a fotografia dele e do filho de cinco anos.

Enquanto ele ficava olhando para a lâmpada amarela e fraca que pendia do teto,

ela foi buscar o filho que ficara com a vizinha, dona Aurora .

Ela voltou, deu uma banana para a criança e a colocou para dormir.

Ele, estava exausto de tanto bater pernas atrás de emprego em construção civil.

Era um homem de andaimes.

Mas não tinha sequer o ginásio completo, e depois, já passava dos quarenta.

 

__Ninguém quer um homem de quarenta se equilibrando nas tábuas dos andares em construção._resmungou.

 

Ela foi se despindo lentamente e ele , que a olhava sem desejo, também começou a tirar as roupas velhas e puídas.

O conjugado, de tão pequeno roubava o oxigênio .

 

__Vão despejar a gente. Quatro meses de aluguel atrasados.

    Eu não te falei mas...estou grávida!__Disse ela, enquanto se deitava na cama.

 

__Eu sei. A comadre Aurora me contou.__Disse ele, indo calmamente até o fogão e abrindo o gás.

 

Deitou-se ao lado dela.

Ele a abraçou como jamais havia abraçado, e ficaram respirando fundo.

Um, escutando a respiração do outro.

 

 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 06h08
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O Poeta armado

J.Martins, encore!

 

Cidadão!

 "A possessão do poder, inevitavelmente, dilapida o livre uso da razão.”

                                                         Kant

 

Cessam os tambores. Silenciam os clarins.

Sinos  não dobram mais! Bandeiras não tremulam. Calada está a cidadania.

Os longevos estão perplexos. Nada para ver! O cinismo venceu! Triunfa, mais uma vez, a mentira, dita e redita como verdade.

Apaga-se a última chama. Nada de luzes. Manto de trevas cobre  o solo Brasil.

Assim foi na quarta-feira passada (uma semana esquecida, porque é um país sem memória), desdita de um poder emporcalhado por hipócritas e traidores.

Sem bandeira, as vozes desafinam o canto varonil. Que hino nós podemos cantar?

Sem as vozes do STF, que há poucos dias haviam sinalizado um novo rumo de civilidade, altivez e respeito à lei, que hino iremos cantar?

 

Morre no Senado , assentado na “Praça dos Três Poderes”, nosso auriverde pendão, defendido outrora, por homens como; Sebastião Dantas, Afonso Arinos, Milton Campos,  entre tantos outros.

Percebo a solidão na voz  de  Fernando Gabeira, ex- guerrilheiro e autor de “Entradas e Bandeiras”, hoje Senador, gritando no deserto.

Assim como a solidão de  outros homens de bem que,  em vão, lutam uma luta inglória. 

Hoje, parcela dos membros deste “Senado”, são apenas caricatos vendilhões,  ratos e réprobos, também 40, como aqueles outros que compuseram a votação do escândalo do .... Meu Deus...Estou também gritando no deserto. Tenho 76 anos... Quem quer ouvir?

 

A cloaca , é que ultrajam  a representatividade parlamentar, concedida pelo voto popular... Quer saber? Cidadão... às armas! Poetas; Aos papéis! Não votem mais!

 

J. Martins

 

 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 02h37
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  A CIDADE...SEMPRE A CIDADE

 

É a cidade que vai te seguir! E as ruas em que você andar, os prédios que você conseguir avistar, as avenidas por onde você passar, e becos sem saídas (que com certeza na vida irá encontrar), tudo isso não estará mais lá, quando você voltar a olhar novamente.

Você não segue e não muda porra nenhuma!

É a cidade que vai te seguir e te deformar. Ela é que se transforma.

Me-ta-mor-fo-ra-se.

Por dentro do teu pensamento.

À tua volta!

 

Percebi isso voltando pra kaza, bem antes do dia amnhecer. Sem amistosas, sem gritos, sem sangue. Foi depois de fazer a última apresentação de “Medusa”, descendo a rua, de costas pra Deus, de frente pro kaus, com meu tornozelo bêbado e inchado.

É a cidade, sobretudo à noite, que te fornece os cenários mais representativos. Do “mais vulgar e miserável” até as torres de mármores.

Dentro da cidade, o prazer ilegal, é legal e próspero.

Então, vamos lá!

 

O que tem fome

Te rouba

Te rouba

Porque tem

Fome

Te come

 

Ruas

Feitas

De

Outras

Ruas

Avenidas

 

E a cidade vai te ver enlouquecer, envelhecer em meia tempestade.

Vai te ver decepado! A velocidade, camarada! A velha de Albert! A velocidade! É por isso que sou tenso.

 

Há teoria

Relativa

Nas calçadas

Pisadas

Da

Minha alma

 

Você não segue e não descobre nada. É a cidade que te persegue, cresce, se transforma e te engole. Pelas bocas do metrô, direto para seu subterrâneo ventre. Direto para as bocas de lobo..., Nas enchentes.

 

Decrepitude

Aos quarenta

Não é para

Quem pensa

É para

Quem marcha.

 

 

 

   

 

 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 02h28
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                        Só mais uma vez. E nunka mais, certo?

 

Só uma vez mais, e mais nenhuma vez, serei para você um astro.

E olha só, maruja, se tomar o ângulo errado de marear, mesmo em plena maresia, eu juro...eu juro, irei te matar!

 

E para você, marujo, que acredita que sereia sabe navegar, eu digo:

Marujo corrente, não te despedaces, por uma estrela. Ela não vale o teu soldo! Ela não vale tua vida!

Ela te levará até as rochas. Por conta do ângulo errado de amar.

 

Eu sei. Eu vi e vivi kada onda desse mar.

Tenho vinte e cinco anos de tempestades e não desisto de navegar.

Jamais acredite nas estrelas, que ela, a sereia, te apontar.

Porque a lua, que é mais poderosa, pode assim, num repente,

mudar!

Sont toutes des salopes!

Croyez-moi!

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 02h27
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 THEATRO HOJE? TEM SIM SENHOR!

 É o seguinte:

 Hoje tem a peça "Medusa de Rayban" do genial Bortolotto, e eu estarei contracenando  Com o genial Nelson Peres.

 No elenco ainda tem Gabriel Pinheiro, Fernanda D´umbra, Cecato, Deus, Xepa, João Fábio, Robótiko, eu e o próprio Bortolotto.

 Flavio Vajman, derrubando no accordeon e na gaita. No sábado e domingo, tem até Wiltão!

 Ontem torci o tornozelo, que tá inchado pakas e doendo muito, mas vou fazer de qualquer maneira.

 É na Ruy Barbosa, 399. Teatro X. Sexta e sábado às 21hs . Domingo 20hs.

 É isso. E vamos nessa que a coisa tá pegando.

 Abraços.



Escrito por Paulo de Tharso às 12h57
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  Vejamos agora...Do que irão me chamar?

  Para o matador que comentou no post do dia 10/09/07

 

  Entregam-se à idolatria dos corpos

  E depois, descobrem o tédio do amor.

  É klaro, tinham coisas muito mais ricas e inexploradas

                                                                    que as do desejos.

  Mas como diz o escritor Jorge Cardoso,

  que escreve com dedos gelados...

  "As desgraçadas tentações, akabam com tudo!"

  Ela, um dia brincou com a boneka.

  Ele, brincou de soldado amerikano, com seu faro ao leste.

  Um dia, pintaram os olhos de palhaço com o batom dela.

  Depois, fizeram bigodes de turco, com lápis de sombrancelhas.

  Um bigode igual ao de um vendedor de pantufas da rua 25 de Março.

  Uma noite se lambuzaram da cabeça aos pés

  Com óleo de amêndoas e calda de morango açukarada.

  E se lamberam como cães a noite inteira.

  E depois, no silêncio das línguas exaustas,

  Dormiram. 

  Não amanheceram.

  Pois foram devorad(a)os por ratos

  e baratas mutantes-carnívoros.

  Morreram abraçado(a)s, anestésic(a)os e paralisad(a)os.

  Como é possível mudar a natureza de um homem

  se nem o eskorpião, quando cerkado pelo fogo,

                        consegue? 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 05h24
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Cidadão!

“Quem quer safra por um ano, cultiva hortaliças;

  quem quer safras para dez anos, cultiva árvores;

   mas, quem deseja safras para décadas, deve cultivar homens”

                                                                    Ditado Chinês

 

 

Cultivar humanos! Pensamento de um povo de cultura milenar,

 Pensamento ponteando uma Nação há centenas de decênios.

 De uma época em que os verdadeiros homens utilizavam a palavra transparente,

 séria, com ética e verdade, para documentar o seu comportamento diante da sociedade,

 sem subterfúgios, omissões, mentiras e mau caratismo

 igual ao que estamos assistindo em múltiplas regiões deste planeta,

 e de forma especial no Brasil, de algumas décadas para cá.

 

    Infeliz a Nação e pobre de seu povo de bem,

    que se obriga a assistir como refém indefeso os fatos escabrosos,

    cujos alguns atores, fazem parte de escalões governamentais.

    Estes, colocados em cena aberta e denunciados,

    para serem execrados do caminho da cidadania,

    ao contrário, o que se vê, é a vitória de pusilânimes!

 

    Não são homens!

 

    São escória de uma parcela da sociedade,

    que se degrada e se avilta diante do oportunismo e do corporativismo

    que mostra todo o seu menosprezo pela cidadania.

 

    Infeliz, repito, a nação que aos poucos é levada direto para apoplexia,

    para anemia, para uma doença terminal, que corrói suas entranhas, tal qual carcinoma pútrido.

    Cada vez mais fica difícil criar as  condições necessárias para o cultivo de humanos.

 

     Assim, só nos resta cultivar hortaliças, pois até as árvores se foram.

 

     O gato Félix, no brilho de seus olhos atônitos, vê, com desencanto,

     o que o desencatado Bukowski  pensava;

 

     __De uma vez por todas, é preciso acabar com todos os ratos!

 

      Mais honestos são os vermes, que nossas carnes irão comer!

 

                                                                                             Jota Martins  

 



Escrito por Paulo de Tharso às 04h22
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      MÁRCIA ON MY MIND

 

Ao meu amor, que eu tanto magoei.

 

Ao meu amor eu peço perdão

O que posso dizer?

Sou mesmo todo errado.

Fabricado com a mesma matéria

Dos canhões blindados,

Corre em meu sangue nitroglicerina

Ao meu amor, ofereço minha solidão.

O que posso fazer?

Sou mesmo obcecado

Por letras que repetem uma mesma melodia,

Triste e noturna,

Abrindo outra garrafa de uísque

E destampando o profano

Que há em mim.

Ao meu amor, eu peço compreensão

Porque eu acredito no platonismo.

Porém não faço belos discursos

Ou procuro algo lindo para dizer.

Ao meu amor, ofereço meu desespero

E o meu fígado, em ruínas.

Ao meu amor tentarei dar

Os dias futuros, cheios de círios acesos,

Em fileira.

Círios dourados, cálidos e vivos.

Mas meu amor,

Não quero e não vou olhar para trás,

Onde há círios pensos, frios e derretidos.

Porque se você espera por isso,

Desconhece a totalidade de meu espírito.

Ao meu amor, eu peço perdão.

Porque não sabendo mais o que dizer

Eu te imploro:

Please, don´t cray.

Parce que...

On a de sweet memories.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 10h35
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